segunda-feira, 19 de abril de 2010

A morte de Ivan Ilitch



Recentemente, entre as minhas caminhadas pela Literatura, me deparei com o livro "A morte de Ivan Ilitch", do escritor russo Leon Tostói. O livro conta a história da vida do personagem principal, Ivan Ilitch, e o seu drama pscicológico e filosófico quando passa a conviver com a certeza da iminência de sua morte. Não vou contar aqui mais detalhes da história, porque essa é certamente uma das obras primas da Literatura mundial e merece uma leitura prazerosa.

Mas, assim como Ivan Ilitch, todos nós um dia vamos passar por esse misterioso acontecimento que é a morte. Sim, a morte. Tão mitológica, tão folclórica, tão amedrontadora para alguns, o fim ou  o começo, não se sabe. Um acontecimento, ou o acontecimento, singular da vida. A morte é paradoxal a tudo aquilo que nós somos porque está diretamente relacionada ao existir. Cada um de nós vive em universo particular gerado por sua consciência. Nesse sentido é um viver solitário, já que ninguém, a não ser você, pode saber como são os seus sentidos, seus pensamentos. Meu sentimento de alegria ou de tristeza pode ser diferente do seu, ou não, mas nunca poderemos comparar o que sentimos, pois os objetos de comparação estão em universos diferentes. Talvez seja por isso que a morte nos impressione tanto, afinal pode ser, e é muito provável que seja, o fim de um universo, do nosso universo, tão íntimo a nós mesmos, tão particular. No entanto, retirando o caráter subjetivo, a morte é muito natural de ser compreendida. Bom, para quem gosta de reflexões sobre a vida e da boa Literatura fica a dica do livro do genial Tolstói.



Edson Porto da Silva,

Graduando do curso de Engenharia Elétrica
Integrante do Grupo PET-Elétrica
Universidade Federal de Campina Grande - UFCG
Ramo Estudantil IEEE UFCG



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