quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

04. 06. 07

















A verdade consumida
Pela adoração do desconhecido
Pede uma prestação incoerente

O valor da palavra
Por trás do sentido
Se esconde,
Foge da razão
Saturado do imposto
Buscando a ausência
Das esperadas finalizações

Nada é conclusivo
Para olhos alheios
Apenas a satisfação
É uma certeza
Ao soltar sem pressa
O limite do silêncio
Em versos dissimulados.

A expressão do abstrato
Se envolve numa percepção
Sentida somente
Na germinação dos significados
Transcritos para um espaço
Onde as leis inexistem

Sentimentos extravasam
E a repressão indesejável
De conceitos presos
À uma conduta mistificada
Pela alienação inconsciente
É sufocada pelo encanto
Da simplicidade oculta
Presente na liberdade
Da escolha do caminho
Percorrido pelo olhar.

Parece inalcançácel
Para mentes aprisionadas
No tempo a transcorrer.

Sentir os desejos basta.
A felicidade dos pensamentos
Se intensifica,
E a crença na existência do infinito
Se eternizam nas palavras
Que revelam a certeza
Existente no engano
Da constante omissão.

[Daphne De La Torre Barros]

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