quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Aparências

Sempre me chamou atenção como a mídia estereotipa
as "grandes revoluções" sociais do século XX, das quais
realmente eu não conheço a profundidade. Entenda-se
por revolução aquela em que a classe dominada se
rebelou e lutou para estabelecer uma nova ordem
social, mais justa. Bem, o que sempre se viu, ou se vê, foi
o emprego da palavra "comunista" a torto e a direito.
Um termo cujo significado real é ignorado e que é aplicado
como mote genérico que classifica todo aquele, ou aquilo,
que não compartilha das ideologias dominantes e
segregadoras. "Comunista", com certeza um termo
forjado para servir de intimidação, no mínimo afastar
a as pessoas de visões diferenciadas sobre a realidade.
Eu escrevo: o capitalismo é um sistema que impõe
a exploração brutal de algumas classes sociais para
o enriquecimento de uma minoria. Um texto certamente
"comunista". Mas, o que há de comunismo nele?
"Comunista!", caso encerrado. Um gesto arbitrário que
desrespeita tanto a opinião do escritor como a inteligência
do leitor.

Bom, eu, com toda a certeza, não sou "comunista", bem
como não devem ter sido, talvez, muitos dos personagens
que a História contemporânea sagrou como tal. Além
disso, não acredito em luta armada, nem em qualquer
imposição por meio da violência, mas posso dizer que
têm o meu profundo respeito todos aqueles que morreram
ao longo dos anos na tentativa de promover justiça social.

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